sábado, 23 de agosto de 2008

Sem sal

Sem sal.
Sem qualquer bossa, sem um quê
Que faz do atleta um campeão, do professor um mestre,
Do encontro uma benção, do momento a eternidade.
Uma festa sem música, uma orquestra em silêncio,
Uma palavra sem sentido, um belo filme sem emoção.
O óbvio, mas não o sublime. O correto, mas não a paixão.
Sem sal.
Sem sol, mas também sem tempestade. Uma chuva fina.
Sem o êxtase, sem ir ao limite até que se esteja
Sem fôlego. Sem o suspiro. Um grito vazio. O grito
Sem explosão, sem a conquista sofrida.
Sem o abraço apertado. Um choro calado.
Sem inspiração, sem ação
Sem sentido.

3 comentários:

Marcelo Alves disse...

Portas que vão se fechando. vida sem sal e sem sentido. A cada vez que venho aqui, quase tenho vontade de cortar os pulsos. rsrs Brincadeira. Não precisa chamar a polícia.

Luisa disse...

Hauhauuhaa, vou tentar manerar!

André Kano disse...

eu conheço essa angústia.